Felipe Zulato é formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais, com habilitação em Relações Públicas. Sua atuação no mercado envolve trabalhos na área de Relações Públicas e Publicidade, como planejamento de comunicação organizacional, assessoria de imprensa, projetos relacionados às mídas sociais, entre outros.
Nossa equipe do blog conseguiu contactar Felipe e ele, com boa vontade, respondeu perguntas sobre sua carreira e sobre as Relações Públicas. Confiram a entrevista abaixo:
DR Pública: Qual é a sua situação atual no mercado de comunicação? Como é a sua atuação como profissional da área?
FZ: Estou empregado, trabalhando para a FSB PR Digital, braço da FSB Comunicações. Meu trabalho envolve análise das mídias sociais, planejamento de inserção de marcas na rede e execução das estratégias previstas. Acho que a formação de RP ajuda muito a entender o meio, que envolve relacionamento com diferentes tipos de público que precisam ser diagnosticados e serem "alvo" (não gosto desse termo) de uma comunicação dirigida. Por exemplo, o perfil do público no Twitter é completamente diferente do Orkut, que por sua vez também é diferente do Facebook e por aí vai. É importante conhecer os processos de comunicação e interação, bem semelhantes com mobilização. Afinal, as redes sociais são formadas por pessoas.
DR Pública: Quais são as qualidades de um profissional de Relações Públicas para você?
FZ: Tem que ser dinâmico. É importantissimo saber se planejar, mas que seja capaz de atuar no curto prazo também. O Relações Públicas é um profissional hibrido dentro de uma empresa, que pode atuar ao lado da administração, pensar no corpo produtivo, enfim, fazer o elo entre as diferentes áreas.
DR Pública: Você considera que essa é uma profissão pouco reconhecida no Brasil?
FZ: Sim, infelizmente sim. Muito mais pelo desconhecimento da profissão do que qualquer outra coisa. No mercado é um profissional relativamente valorizado, se compararmos com jornalista, publicitário ou radio/tv. Porém, da grande maioria da socidade, é uma profissão que está a margem do que poderia ser. Vejo isso como culpa até de nós mesmos, que não temos paciência de explicar ou ficamos intimidados com brincadeiras sobre a profissão. Muito pela mídia também, que acaba não dando o devido valor. Por exemplo, se tivesse uma novela onde o protagonista fosse um RP, a profissão ia bombar, todo mundo ia querer fazer. Por um lado, o fato de ser desconhecido "diminui" um pouco a concorrência no mercado. Vejo que tem poucas pessoas boas chegando no mercado com formação em RP.
DR Pública: Quais problemas e obstáculos você percebe que são enfrentados pelas Relações Públicas?
FZ: São vários. A classe não é muito organizada, com isso perde poder de barganha e influência sobre as organizações. São poucas as que percebem a importância de um RP à frente dos processos de comunicação, com influência direta sobre o Marketing. Somos muito chamados em casos de crise, mas isso não é o ideal. O certo seria planejar para prever tais situações e ter ações previamente definidas para esses casos. Isso está começando a mudar em alguma medida. Já vejo empresas contratando profissionais para relacionamento com comunidade, mas ainda é incipiente. Pra mim, grandes empresas tinham que ser obrigadas a ter uma agência de RP atendendo suas demandas ou profissionais dentro da empresa.
DR Pública: Para você, qual é o futuro das relações públicas? Quais são as novas tendências da área?
FZ: O futuro pode estar nas mídias sociais. Por ser um profissional dinâmico e que entende dos processos de comunicação como um todo, ele sabe perfeitamente como, quando, onde e porque atuar nas midias sociais, seja em momentos de crise, seja para planejar/executar ações ou para elaborar estrategias para agregar valor à imagem da empresa. É um profissional que sabe se adequar aos diferentes nichos e atua bem em todos eles. Ao mesmo tempo, entende da necessidade de retorno mercadologico e de mensurar resultados.
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