Vários pesquisadores e estudiosos já procuraram traçar o perfil do profissional de Relações Públicas. Mas, convenhamos, o clichê já cansou – “deve ser pro-ativo, ter visão empreendedora, habilidade para lidar com crises” - e ainda há muitos estereótipos fixados. E, quando o assunto é fazer piada sobre isso, a internet não perdoa. Um dos destaques de sites humorísticos é a Desciclopédia.
A Desciclopédia é uma paródia da famosa Wikipedia: oferece conteúdo também de modo livre e colaborativo, mas os seus artigos são de alto teor satírico. As Relações Públicas não escaparam às brincadeiras, e de presente ganharam uma página inteira “explicando” como é a profissão.Contudo, nem todas as piadas representam absolutamente a realidade sobre essa área da comunicação.
Então, porque não discutir algumas das sátiras que a Desciclopédia fez sobre as Relações Públicas? Aqui vão alguns trechos para serem análisados.
“Relações Públicas é o setor responsável por contar as coxinhas na festa da sua empresa (...) Atualmente reconhecido como atendente ou recepcionista”
Não é novidade que o profissional de Relações Públicas é visto como aquele que fica “fazendo social” com empresários, gerentes, políticos e outros. Difícil é pensar que alguns estagiários ou pessoas já formadas realmente ficam “contando coxinha na festa da sua empresa”. Obviamente, isso não corresponde ao papel principal da profissão, nem mesmo ao que está previsto pelo decreto nº 63.283
Do Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas (CONFERP). Se essa é a impressão que se têm sobre os atuantes na área, é porque a profissão não está sendo exercida plenamente como deveria ou não possui o reconhecimento necessário por parte da população.
“Geralmente aqui no Brasil os cidadãos ignorantes nem sequer sabem que RP's existem.”
Essa é uma dura verdade: Relações Públicas ainda é pouco reconhecida no Brasil. A profissão ainda é subaproveitada no país e a população não consegue definir, com facilidade, qual é o papel dessa atividade. Mesmo com esse problema, as Relações Públicas estão atuando razoavelmente bem no Brasil, e segundo uma pesquisa realizada em 2009 pelo CONFERP sobre o perfil dos profissionais de Relações Públicas, 80% destes estão ativos no mercado.
“Atualmente o RP é um dos 10 profissionais despontando no mercado contemporâneo. Perdendo apenas os estagiários de RP para os profissionais do mesmo setor.”
As Relações Públicas realmente se mostram promissoras. O Portal Terra divulgou uma matéria que aponta que atividades que trabalham como o relacionamento com o cliente estão sendo valorizadas como grandes diferenciais para as organizações. Jeffrey Sarlach, um profissional reconhecido em Relações Públicas, em uma entrevista para a revista Exame, demonstrou que a atividade aqui no Brasil tem boas perspectivas, por os brasileiros serem “muito sociáveis” e utilizarem com frequência redes sociais.
“Relações Públicas é o setor responsável(...) por tentar fazer a sua empresa ou organização parecer menos picareta, malvada ou incompetente.”
“Um bando de puxa-sacos”- Capitão Óbvio sobre Relações Públicas.
De acordo com James Grunig, um dos principais pesquisadores da área, Relações Públicas pode ser definida como “(...) a gestão da comunicação entre a organização e seus públicos”. Assim, é lógico pensar que o profissional de relações públicas busca projetar uma imagem positiva da instituição que representa. Mas essa tarefa nem sempre significa impor às pessoas a aparência de que a organização é “perfeita”, e sim mostrar transparência e habilidade para lidar com críticas e escândalos que possam aparecer. Se for o caso, a própria instituição pode desculpar-se ou mudar seu posicionamento, quando seus relacionamentos com seu público não estão sendo bem-sucedidos. “Puxar o saco” não é o melhor jeito de assessorar quem está sendo representado e pode causar sérios danos à reputação e às relações estabelecidas.
Não se sintam ofendidos, caros profissionais de Relações Públicas, e não se intimidem com algumas piadas. Se há críticas em torno da área, significa que é preciso um esforço para que a profissão desenvolva-se e tenha o reconhecimento e a valorização que merece. Não são algumas brincadeiras – com fundo de verdade - que vão impedir as Relações Públicas de ganhar maior espaço no Brasil e no mundo. Afinal, não faz parte dessa profissão lidar com posições negativas dos públicos?
Referência Bibliográfica: GRUNIG, James. Definição e posicionamento das relações públicas. In: GRUNIG, James; FERRARI, Maria Aparecida e FRANÇA, Fábio. Relações públicas: teoria, contexto e relacionamentos. São Caetano do Sul, SP: Difusão Editora, 2009.
A Desciclopédia é uma paródia da famosa Wikipedia: oferece conteúdo também de modo livre e colaborativo, mas os seus artigos são de alto teor satírico. As Relações Públicas não escaparam às brincadeiras, e de presente ganharam uma página inteira “explicando” como é a profissão.Contudo, nem todas as piadas representam absolutamente a realidade sobre essa área da comunicação.
Então, porque não discutir algumas das sátiras que a Desciclopédia fez sobre as Relações Públicas? Aqui vão alguns trechos para serem análisados.
“Relações Públicas é o setor responsável por contar as coxinhas na festa da sua empresa (...) Atualmente reconhecido como atendente ou recepcionista”
Não é novidade que o profissional de Relações Públicas é visto como aquele que fica “fazendo social” com empresários, gerentes, políticos e outros. Difícil é pensar que alguns estagiários ou pessoas já formadas realmente ficam “contando coxinha na festa da sua empresa”. Obviamente, isso não corresponde ao papel principal da profissão, nem mesmo ao que está previsto pelo decreto nº 63.283
Do Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas (CONFERP). Se essa é a impressão que se têm sobre os atuantes na área, é porque a profissão não está sendo exercida plenamente como deveria ou não possui o reconhecimento necessário por parte da população.
“Geralmente aqui no Brasil os cidadãos ignorantes nem sequer sabem que RP's existem.”
Essa é uma dura verdade: Relações Públicas ainda é pouco reconhecida no Brasil. A profissão ainda é subaproveitada no país e a população não consegue definir, com facilidade, qual é o papel dessa atividade. Mesmo com esse problema, as Relações Públicas estão atuando razoavelmente bem no Brasil, e segundo uma pesquisa realizada em 2009 pelo CONFERP sobre o perfil dos profissionais de Relações Públicas, 80% destes estão ativos no mercado.
“Atualmente o RP é um dos 10 profissionais despontando no mercado contemporâneo. Perdendo apenas os estagiários de RP para os profissionais do mesmo setor.”
As Relações Públicas realmente se mostram promissoras. O Portal Terra divulgou uma matéria que aponta que atividades que trabalham como o relacionamento com o cliente estão sendo valorizadas como grandes diferenciais para as organizações. Jeffrey Sarlach, um profissional reconhecido em Relações Públicas, em uma entrevista para a revista Exame, demonstrou que a atividade aqui no Brasil tem boas perspectivas, por os brasileiros serem “muito sociáveis” e utilizarem com frequência redes sociais.
“Relações Públicas é o setor responsável(...) por tentar fazer a sua empresa ou organização parecer menos picareta, malvada ou incompetente.”
“Um bando de puxa-sacos”- Capitão Óbvio sobre Relações Públicas.
De acordo com James Grunig, um dos principais pesquisadores da área, Relações Públicas pode ser definida como “(...) a gestão da comunicação entre a organização e seus públicos”. Assim, é lógico pensar que o profissional de relações públicas busca projetar uma imagem positiva da instituição que representa. Mas essa tarefa nem sempre significa impor às pessoas a aparência de que a organização é “perfeita”, e sim mostrar transparência e habilidade para lidar com críticas e escândalos que possam aparecer. Se for o caso, a própria instituição pode desculpar-se ou mudar seu posicionamento, quando seus relacionamentos com seu público não estão sendo bem-sucedidos. “Puxar o saco” não é o melhor jeito de assessorar quem está sendo representado e pode causar sérios danos à reputação e às relações estabelecidas.
Não se sintam ofendidos, caros profissionais de Relações Públicas, e não se intimidem com algumas piadas. Se há críticas em torno da área, significa que é preciso um esforço para que a profissão desenvolva-se e tenha o reconhecimento e a valorização que merece. Não são algumas brincadeiras – com fundo de verdade - que vão impedir as Relações Públicas de ganhar maior espaço no Brasil e no mundo. Afinal, não faz parte dessa profissão lidar com posições negativas dos públicos?
Referência Bibliográfica: GRUNIG, James. Definição e posicionamento das relações públicas. In: GRUNIG, James; FERRARI, Maria Aparecida e FRANÇA, Fábio. Relações públicas: teoria, contexto e relacionamentos. São Caetano do Sul, SP: Difusão Editora, 2009.
Nenhum comentário:
Postar um comentário