O dilema sobre quem deveria exercer a atividade de assessoria de imprensa é antigo. Muitos são os argumentos em defesa dos jornalistas ou dos Relações Públicas, mas um consenso final parece ainda longe de acontecer. Em primeiro lugar, é importante que se defina brevemente quais são as competências de cada um desses profissionais.
O Relações Públicas é responsável por mediar de forma estratégica a relação entre uma organização e seus diversos públicos, visando passar uma imagem positiva da empresa e conseguir a aceitação pública. Já o jornalista, procura informar os mais diferentes públicos sobre os assuntos que são de seus interesses. Eles vão buscar, apurar, redigir e publicar informações que devem se tornar conhecidas, de modo que o interesse público esteja sempre à frente dos interesses privados.
Podemos ver, portanto, que a principal diferença entre essas duas profissões é a quem cada uma delas beneficia: o Relações Públicas defende a organização em que trabalha, enquanto o jornalista visa atender sempre ao interesse público. Analisando também que a principal função da Assessoria de Imprensa é defender as instituições utilizando como ferramenta o poder de difusão da mídia pelos meios de comunicação, como podemos dizer que essa é uma tarefa de jornalista?
Voltando à entrevista concedida a nós, o presidente do Conrerp (Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas) 3ª região, Valdeci C. Ferreira, nos mostrou a sua opinião:
Havia sido promulgada a Lei Municipal 9.825/10, fazendo com que o diploma de Jornalismo seja obrigatório para o exercício da atividade de Assessoria de Imprensa. Isso tornava essa função privativa dos jornalistas sem nenhuma base legal, ferindo as principais regulamentações da profissão de Relações Públicas: a Lei Federal 5.377 e a Resolução Normativa Federal 43/02.
Pode-se observar que até mesmo os jornalistas que trabalham na grande imprensa vêem os que são assessores de imprensa com outros olhos. Em uma pesquisa intitulada “As assessorias na visão dos jornalistas”, divulgada no site “Comunique-se”, em abril de 2004, descobriu-se que os assessores não são vistos como parceiros pelos jornalistas que trabalham em redação, uma vez que eles se comprometem com os interesses dos seus clientes. De todos esses, somente 16,1% acreditam que as assessorias atuam como elo entre as empresas e a imprensa, mesmo que 85% dos 1261 dos jornalistas tenham dito que, para falar com um entrevistado, buscam a sua assessoria de imprensa.
Para João Alberto Ianhez, presidente do Conferp, “o ideal é que essa função seja exercida por pessoas neutras, que não possam ter influência nos veículos de imprensa a não ser pelo valor dos fatos, das informações que trazem e a importância das mesmas como notícias”. Ele defende que o jornalista que atuar na função de assessor de imprensa deve perder o direito de atuar em um órgão de imprensa enquanto continuar na outra atividade, assim como já ocorre em outros países. Nada mais ético do que isso.
Essa é realmente uma questão bastante pragmática. A discussão se prolongará ainda por muitos anos, mas esperamos que as atividades sejam mais bem definidas logo, de modo que nenhuma das partes saia prejudicada.
O Relações Públicas é responsável por mediar de forma estratégica a relação entre uma organização e seus diversos públicos, visando passar uma imagem positiva da empresa e conseguir a aceitação pública. Já o jornalista, procura informar os mais diferentes públicos sobre os assuntos que são de seus interesses. Eles vão buscar, apurar, redigir e publicar informações que devem se tornar conhecidas, de modo que o interesse público esteja sempre à frente dos interesses privados.
Podemos ver, portanto, que a principal diferença entre essas duas profissões é a quem cada uma delas beneficia: o Relações Públicas defende a organização em que trabalha, enquanto o jornalista visa atender sempre ao interesse público. Analisando também que a principal função da Assessoria de Imprensa é defender as instituições utilizando como ferramenta o poder de difusão da mídia pelos meios de comunicação, como podemos dizer que essa é uma tarefa de jornalista?
Voltando à entrevista concedida a nós, o presidente do Conrerp (Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas) 3ª região, Valdeci C. Ferreira, nos mostrou a sua opinião:
Havia sido promulgada a Lei Municipal 9.825/10, fazendo com que o diploma de Jornalismo seja obrigatório para o exercício da atividade de Assessoria de Imprensa. Isso tornava essa função privativa dos jornalistas sem nenhuma base legal, ferindo as principais regulamentações da profissão de Relações Públicas: a Lei Federal 5.377 e a Resolução Normativa Federal 43/02.
Pode-se observar que até mesmo os jornalistas que trabalham na grande imprensa vêem os que são assessores de imprensa com outros olhos. Em uma pesquisa intitulada “As assessorias na visão dos jornalistas”, divulgada no site “Comunique-se”, em abril de 2004, descobriu-se que os assessores não são vistos como parceiros pelos jornalistas que trabalham em redação, uma vez que eles se comprometem com os interesses dos seus clientes. De todos esses, somente 16,1% acreditam que as assessorias atuam como elo entre as empresas e a imprensa, mesmo que 85% dos 1261 dos jornalistas tenham dito que, para falar com um entrevistado, buscam a sua assessoria de imprensa.
Para João Alberto Ianhez, presidente do Conferp, “o ideal é que essa função seja exercida por pessoas neutras, que não possam ter influência nos veículos de imprensa a não ser pelo valor dos fatos, das informações que trazem e a importância das mesmas como notícias”. Ele defende que o jornalista que atuar na função de assessor de imprensa deve perder o direito de atuar em um órgão de imprensa enquanto continuar na outra atividade, assim como já ocorre em outros países. Nada mais ético do que isso.
Essa é realmente uma questão bastante pragmática. A discussão se prolongará ainda por muitos anos, mas esperamos que as atividades sejam mais bem definidas logo, de modo que nenhuma das partes saia prejudicada.
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